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| • Engenheiro deve estar na vistoria | ||
| Presença desse profissional vai ajudar a reduzir defeitos após a ocupação do novo imóvel Ler o contrato e o memorial descritivo minuciosamente, se possível passá-los para um advogado, e estar acompanhado de um engenheiro no momento da vistoria de entrega. Essas são algumas recomendações do engenheiro eletricista e síndico de um condomínio residencial na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, Anderson Amâncio, para reduzir os riscos de receber um imóvel com defeitos. Essa é uma providência que pode diminuir a ocorrência de problemas, mas não vai excluir o risco de que aconteçam. Foi o que aconteceu nas duas primeiras torres do condomínio onde Amâncio é síndico, entregues em junho do ano passado e maio deste ano. Desde então, os problemas não param de aparecer e até a semana passada a construtora não havia se mostrado disposta a arcar com os cursos das reformas. Segundo o síndico, desde a entrega o condomínio apresentou problemas de diversas naturezas , como infiltrações e defeito nas lajes, que fazem a água empoçar, entre outros. “O portão instalado teve que ser substituído, pois era um equipamento para uso em garagem de casas”, diz o síndico. “Toda semana tínhamos problemas, pois o motor não agüentava o alto fluxo de entrada e saída de carros no decorrer do dia”. Para fazer a substituição o condomínio teve de desembolsar cerca de R$ 8 mil. Outro problema relatado por Amâncio é a má instalação dos sistemas de tubulação, que vibram muito e causam quebras constantes de juntas e bombas de água. “Ao todo já gastamos mais R$ 12 mil para a substituição desses equipamentos”. De acordo com Amâncio, a construtora foi notificada de todas essas ocorrências, como indicam os especialistas. No entanto, a empresa não se manifestou dentro do prazo que o condomínio determinou. “Diante disso, tivemos que enveredar pelas vias judiciais”, diz ele, ressaltando que a ação está sendo movida em conjunto com outros condomínios da mesma construtora, que também apresentaram problemas logo após a entrega. Fora os defeitos mais aparentes, o síndico ainda questiona o funcionamento de uma série de sistemas que supostamente tornariam o prédio mais eficiente do ponto de vista energético e ambiental, como o de reúso de águas de chuva e de aquecimento solar, que reduziriam o consumo de gás. “Nos venderam uma economia próxima dos 80% nesses recursos em relação a condomínios comuns; no entanto, o que vemos é que estamos gastando muito mais em água e gás do que empreendimentos que não contam com essas tecnologias”. Fonte: Por Leandro Costa. O Estado de São Paulo. Caderno Imóveis - 21 de dezembro de 2008. |
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